sexta-feira, 27 de abril de 2007

Anedota de cinema [ 300 ]

Estava numa empolgação muito grande para assistir 300.E a cada momento do filme eu tinha a certeza que essa empolgação não fora em vão, a épica do ano.Fomos eu e uma amiga, que por sua cara, estava empolgadissima também, era aniversário dela, foi um bom presente.
Cabeças rolando, pernas voando, sangue jorrando.Cada vez mais alegria, cada vez mais emoção!
E toda aquela mensagem de honra, coragem e bravura me levaram a falar "Como eu queria estar nessa guerra!".Minha amiga concordou comigo"Eu também,tanto homem gostoso correndo, eu fico louca, imagine lá!"
Não precisa dizer mais nada.
Ri até "umas horas".

quarta-feira, 18 de abril de 2007

Nada.

Sem conseguir expressar de maneira coerente o que eu penso
Prefiro dizer com certa incoerência o que não penso.
Nada.
Embora seja em mim o que me reduz,
É o que me faz crescer.
Nada.
Recheada desse insentido de ser nada mais nada menos que
Nada.
Digo tudo, sem tudo dizer.

sábado, 14 de abril de 2007

Extinção de escolas

Aquele museu se transformou em lanchonete, aquela biblioteca em discoteca, aquele teatro em shopping.E a escola, em que se transformou?.
Somente quem tem um pouco de realidade em suas veias, consegue perceber que as escolas não são mais escolas.Os recreios transformaram em clubes sem piscina, o intervalo em exposição de produtos e os alunos, em objetos.
As salas de aula estão cheias não mais de estudantes porque estes não mais estudam, decoram.Eles não mais produzem, reproduzem ( seja qual for o sentido), não mais discutem, fofocam.E o professor abobalhado, embora ainda seja professor, teme seu futuro.
Bolinha de papel voa, enquanto Hitler cai, bilhetinhos correm enquanto a democracia surge, fofoca nasce enquanto lá no Japão, Hiroshima some.É assim que a história da humanidade é ensinada, é assim que o futuro é produzido.
Seria ingenuidade acreditar que no passado todos eram bons alunos e almejavam o conhecimento, todas aquelas histórias de palmatória não eram invenções.Porém, querendo ou não o estudante entendia que era importante estudar, para transformar , mudar.Nesta era de liberdade, tudo que se produziu culturalmente foi uma grande interrogação sobre o futuro.
Hoje é possivel ouvir claramente e sem pestanejar " yes escola/ no aulas"( para que eles acham que existe escola, defile?), ou aquele aquele destemido "não estudei nada, eu nao ia perder aquela festa".Toda essa liberdade custa caro.Aprender, estudar, conhecer nunca foi muito fácil, nem para o pai, nem para o avô, nem para o filho, mas sempre foi uma ponte para a evolução.
Não basta aprender tem que haver a vontade.Pode-se pensar em andar mas só se consegue se houver o desejo de andar.É por isso que as escolas, não só como os animais estão em extinção.Embora possa haver todo conhecimento em uma escola, ela só se torna uma quando se há em seus membros a vontade de adquirir conhecimento.
E percebe-se que este desejo está desaparecendo.Pois é certo tal sentimento sempre foi uma caracteristica animal, e é exatamente o que os humanos estão deixando de ser.Objeto, robô, produto.Serão essas as profissões do futuro?

terça-feira, 3 de abril de 2007

Incapacidade de ser capaz.

Lendo textos ali ,outros acolá, tenho a surpreendente (como eu queria que fosse ) certeza da minha incapacidade para escrever com alguma graça e harmonia, levando o leitor a dançar nas palavras do texto.Sim, é isso que eu venho encontrando por aí, não só nos meus escritores prediletos, mas em muitos textos de pessoas (in)geniais e (a)normais circulando por aí pela internet.
Tal constatação no mínimo me deixa com a auto-estima espancada.Toda capacidade de sarcasmo nas minhas interpretações diárias ( dizem que eu tenho dom para a atuação, se é verdade, pouco importa) não conseguem ir para as letras. Palavras e sacarmo na minha mente são pólos iguais, logo, nunca estão juntos.
Dizem que o primeiro passo é ver o erro, na verdade, isso não é primeiro nem o último passo para mim.Eu sempre tive a formidável capacidade deixar pra lá o que eu posso fazer agora.E nesse caso talvez por medo de realmente não conseguir melhorar, e continuar incapaz eu tenho estado nessa situação de parasita e abdicado temporariamente minha busca pelo aperfeiçoamento da escrita.
Lendo muito pouco e falado muita coisa que pouco importa.Assim tem se passado o tempo que eu vou me arrepender de um dia não ter aproveitado para realizar meu sonho.O de escrever bem.
E não sei se por covardia, ainda penso se é melhor não tentar e saber que eu poderia um dia conseguir ou se tentar e saber que nunca poderei escrever de forma mais ou menos interessante.